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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Experiência de voar de parapente no Pico do Gavião



No dia 8 de março de 2020 tive a oportunidade de voar de parapente no Pico do Gavião em Andradas com o instrutor Fabinho voo duplo. A experiência foi incrível.
Sentir aquele vento batendo no rosto durante o voo é uma sensação maravilhosa que recomendo as pessoas vivenciarem.
agora posso dizer:
já fui até às nuvens RS!

Meus agradecimentos ao Paulo Valsecchi Barboza e família por ter me proporcionado vivenciar esta experiência, ao Voador Paulinho e o instrutor André por nos auxiliar na decolagem e no pouso, e o instrutor Fabinho voo duplo pelo voo fantástico que fizemos.
Obrigada pelo apoio de toda equipe do Pico do Gavião.
Obrigada SILVIA HUMMEL por editar este vídeo para mim!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Vídeo Livro Diferenças nas Igualdades

Vídeo Livro Diferenças nas Igualdades



Para coroar o lançamento oficial do livro "Diferenças nas Igualdades", escrito por mim, Fabiana Harumi Sugimori, Juliana dos Santos Giorgi, Mari Gândara e Cleuza Maria de Almeida, estou lançando este vídeo para divulgar nosso livro e alcançar mais pessoas.  Ele descreve um pouco de nosso trabalho com relatos alegres, emotivos e divertidos de vidas reais. Diferentes? Não... iguais e com histórias que vão envolver o leitor e fazê-lo descobrir o quanto se identificam com nossas igualdades e diferenças.
Obrigada a todos que colaboraram para que este sonho se tornasse realidade.
As férias estão chegando: que tal saborear uma boa leitura? Também pode ser um ótimo presente para alguém neste Natal!
O livro está à venda na Amazon e no site da Editora Barauna http://www.editorabarauna.com.br/diferencas-nas-igualdades.html. Obrigada SILVIA HUMMEL por fazer este vídeo para mim! Agradeço também a Thais Ferreira Mendonça por fazer a tradução em libras.

Boa leitura para todos!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Livro "Diferenças nas igualdades"

Pessoal, Em 21 de outubro de 2019 lançamos o livro Diferenças nas igualdades escrito por mim "Fabiana Harumi Sugimori", Juliana dos Santos Giorgi, Mari Gândara, e Cleuza Maria de Almeida. Obrigada a todos que colaboraram para que este sonho se tornasse realidade. O livro está à venda na Amazon e no site da Editora Barauna "http://www.editorabarauna.com.br/diferencas-nas-igualdades.html".  .

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Experiência em Guiar uma bicicleta dupla

Olá pessoal! Hoje vou relatar uma experiência bem interessante que pude vivenciar essa semana.

No último domingo, dia 1 de julho de 2018, fui pedalar como sempre com o pessoal do projeto KB2 / Olhos que guiam no Taquaral. Já quase na hora de ir embora, resolvi experimentar guiar uma das bicicletas duplas, sem levar ninguém atrás claro, por segurança.

Fui guiando a bicicleta no estacionamento que tem ali no nosso ponto de encontro. Foram 2 guias me acompanhando, um de cada lado correndo enquanto eu pedalava, e outro na frente me chamando para que eu pudesse me orientar.
Foi uma experiência muito bacana, pois eu sempre perguntava para os guias como era guiar uma bicicleta dupla. Alguns disseram que quase não sentiam diferença, só na hora de fazer as curvas, pois devido a bicicleta ser maior tem que se fazer curvas de forma mais aberta, e outros disseram que exige bastante do braço.

Esta questão de exigir bastante do braço eu realmente não conseguia entender, pois lembro da época em que eu andava de bicicleta normal sozinha e eu não sentia isso. O peso de duas pessoas e da bicicleta, além do tamanho diferenciado aumentam o trabalho do guia na hora das curvas.

Quando eu estava guiando a bicicleta dupla, aí sim pude compreender melhor o que eles me disseram. Percebi que além do equilíbrio, temos realmente que ter firmesa no braço, pois qualquer inclinadinha que eu dava no guidão, a bicicleta já dançava e eu desequilibrava. Curva não consegui fazer, pois não senti confiança suficiente para isso. Eu não tinha noção exata do tamanho da bicicleta e do espaço livre à minha volta.

De qualquer forma a sensação é incrível e ao mesmo tempo diferente. Só mesmo vivenciando para entender. Infelizmente não tenho registro em fotos e vídeo, mas deixo aqui o meu relato.

Agradeço muito ao pessoal do projeto KB2 por terem me proporcionado a oportunidade de vivenciar esta experiência.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Deficientes visuais e as tecnologias

A cada dia a tecnologia tem facilitado nossas vidas. Antigamente, poucas pessoas podiam comprar um computador. A primeira vez que tive contato com um foi na sexta
série (hoje sétimo ano do ensino fundamental) na escola. Lembro que era utilizado o sistema operacional DOS. Na época, eu ficava sentada ao lado de algum colega
no laboratório de informática da escola, só ouvindo o que os professores falavam e observando os alunos mexerem nos computadores. Ainda não conhecia nenhum programa
que pudesse ser utilizado por nós, deficientes visuais.

O primeiro programa que utilizei foi o Dosvox. Desde então, comecei a me interessar pela informática.
Depois de
um tempo, na época em que começou a ser utilizado o windows , tive a oportunidade de utilizar o leitor de telas Virtual Vision. Depois, comecei a utilizar o leitor de telas Jaws. Após utilizar por um período o Jaws, descobri que havia um leitor de telas gratuito e de código
aberto chamado NVDA. É difícil dizer que esse leitor de telas é melhor do que aquele. Um
funciona melhor no Firefox, outro no Internet Explorer, Outro no Microsoft Office, etc.
Com certeza, existem outros programas. Estou citando somente os que conheço e já utilizei.

A informática trouxe bastante independência para nós deficientes visuais. Antigamente, se quisesse mandar uma carta para alguém que enxerga, tinha que pedir para
escreverem para mim. Hoje, mando um e-mail e pronto. Há uma infinidade de coisas que podemos fazer com autonomia graças à tecnologia.

Há um tempo atrás era comum termos computadores em nossas casas. Hoje, é comum as pessoas terem notebooks. Os notebooks, por sua vez, estão ficando para trás, dando
lugar aos tablets e i-pads.

Para nós, deficientes visuais, utilizarmos tablets, recorremos ao aplicativo Talkback (mesmo aplicativo utilizado em celulares com Android). Já os i-pads
utilizam o Voice Over (o mesmo utilizado nos Iphones e ipods).

Outra coisa que vem evoluindo rapidamente são os celulares. Na época em que eles começaram a se popularizar, infelizmente, não
havia nenhum programa de síntese de voz que pudesse ser utilizado
por deficientes visuais.

Após um tempo, surgiu um programa chamado Talks que podia ser instalado em celulares da Nokia que
utilizam o sistema Symbian. Para nós, deficientes visuais, foi
uma maravilha, pois podíamos utilizar a agenda do celular, mandar e ler sms sozinhos, etc. O problema era que além de comprarmos o celular tínhamos que comprar
a licença deste software que não era barato. Hoje, podemos utilizar com acessibilidade celulares com tela touch que possuem os sistemas Android e IOS. O interessante
é que hoje podemos comprar um celular em qualquer loja e ativar na hora o talkback ou o voice over.

A vantagem do celular é que ele é pequeno, podemos levar em qualquer lugar, fazer e receber ligações, a maioria já vem com câmera que nos possibilita tirar fotos
e filmar, podemos verificar nossos e-mails, navegar na internet,utilizar o GPS, assistir filmes, ouvir rádio, etc.

A cada dia estão sendo criados aplicativos para serem utilizados em celulares que vém facilitando cada vez mais nossas vidas.

Mais coisas que existem e facilitam a vida dos deficientes visuais:
Relógio braille, relógio falante, calculadora falante, Telefone fixo com bina falante, balança falante, termômetro falante, aparelho de pressão falante, Impressora
Braille, etc.

Hoje, fica difícil imaginar nossa vida sem toda essa tecnologia.

Até agora falei da parte boa, agora, vamos analisar a parte ruim.

Há muitas coisas que são avançadas tecnologicamente, mas que são pouco acessíveis para deficientes visuais. A maioria dos micro ondas, impressoras, etc estão sendo
fabricadas com todos os botões touch. Por não terem botões em relevo ou programas de voz, acabam se tornando inacessíveis para cegos. Isso é ruim porque precisamos
de ajuda para realizarmos tarefas simples como ligar e programar o micro ondas, etc. Outro ponto negativo é que há diversos produtos adaptados para deficientes
visuais, mas infelizmente para adquirirmos no Brasil são muito caros.

Nem tudo é perfeito. Como tudo na vida, sempre há o lado positivo e o negativo das coisas.

Deficientes visuais e as tecnologias

A cada dia a tecnologia tem facilitado nossas vidas. Antigamente, poucas pessoas podiam comprar um computador. A primeira vez que tive contato com um foi na sexta
série (hoje sétimo ano do ensino fundamental) na escola. Lembro que era utilizado o sistema operacional DOS. Na época, eu ficava sentada ao lado de algum colega
no laboratório de informática da escola, só ouvindo o que os professores falavam e observando os alunos mexerem nos computadores. Ainda não conhecia nenhum programa
que pudesse ser utilizado por nós, deficientes visuais.

O primeiro programa que utilizei foi o Dosvox. Desde então, comecei a me interessar pela informática.
Depois de
um tempo, na época em que começou a ser utilizado o windows , tive a oportunidade de utilizar o leitor de telas Virtual Vision. Depois, comecei a utilizar o leitor de telas Jaws. Após utilizar por um período o Jaws, descobri que havia um leitor de telas gratuito e de código
aberto chamado NVDA. É difícil dizer que esse leitor de telas é melhor do que aquele. Um
funciona melhor no Firefox, outro no Internet Explorer, Outro no Microsoft Office, etc.
Com certeza, existem outros programas. Estou citando somente os que conheço e já utilizei.

A informática trouxe bastante independência para nós deficientes visuais. Antigamente, se quisesse mandar uma carta para alguém que enxerga, tinha que pedir para
escreverem para mim. Hoje, mando um e-mail e pronto. Há uma infinidade de coisas que podemos fazer com autonomia graças à tecnologia.

Há um tempo atrás era comum termos computadores em nossas casas. Hoje, é comum as pessoas terem notebooks. Os notebooks, por sua vez, estão ficando para trás, dando
lugar aos tablets e i-pads.

Para nós, deficientes visuais, utilizarmos tablets, recorremos ao aplicativo Talkback (mesmo aplicativo utilizado em celulares com Android). Já os i-pads
utilizam o Voice Over (o mesmo utilizado nos Iphones e ipods).

Outra coisa que vem evoluindo rapidamente são os celulares. Na época em que eles começaram a se popularizar, infelizmente, não
havia nenhum programa de síntese de voz que pudesse ser utilizado
por deficientes visuais.

Após um tempo, surgiu um programa chamado Talks que podia ser instalado em celulares da Nokia que
utilizam o sistema Symbian. Para nós, deficientes visuais, foi
uma maravilha, pois podíamos utilizar a agenda do celular, mandar e ler sms sozinhos, etc. O problema era que além de comprarmos o celular tínhamos que comprar
a licença deste software que não era barato. Hoje, podemos utilizar com acessibilidade celulares com tela touch que possuem os sistemas Android e IOS. O interessante
é que hoje podemos comprar um celular em qualquer loja e ativar na hora o talkback ou o voice over.

A vantagem do celular é que ele é pequeno, podemos levar em qualquer lugar, fazer e receber ligações, a maioria já vem com câmera que nos possibilita tirar fotos
e filmar, podemos verificar nossos e-mails, navegar na internet,utilizar o GPS, assistir filmes, ouvir rádio, etc.

A cada dia estão sendo criados aplicativos para serem utilizados em celulares que vém facilitando cada vez mais nossas vidas.

Mais coisas que existem e facilitam a vida dos deficientes visuais:
Relógio braille, relógio falante, calculadora falante, Telefone fixo com bina falante, balança falante, termômetro falante, aparelho de pressão falante, Impressora
Braille, etc.

Hoje, fica difícil imaginar nossa vida sem toda essa tecnologia.

Até agora falei da parte boa, agora, vamos analisar a parte ruim.

Há muitas coisas que são avançadas tecnologicamente, mas que são pouco acessíveis para deficientes visuais. A maioria dos micro ondas, impressoras, etc estão sendo
fabricadas com todos os botões touch. Por não terem botões em relevo ou programas de voz, acabam se tornando inacessíveis para cegos. Isso é ruim porque precisamos
de ajuda para realizarmos tarefas simples como ligar e programar o micro ondas, etc. Outro ponto negativo é que há diversos produtos adaptados para deficientes
visuais, mas infelizmente para adquirirmos no Brasil são muito caros.

Nem tudo é perfeito. Como tudo na vida, sempre há o lado positivo e o negativo das coisas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Visita da Fabiana Sugimori

TERÇA-FEIRA, 11 DE SETEMBRO DE 2012
Visita da Fabiana Sugimori
Neste mês o Curumim recebeu uma visita muito bacana, Fabiana Sugimori. Ela foi atleta de natação durante muitos anos e coleciona uma quantidade enorme de medalhas,
dentre elas duas de ouro e uma de bronze conquistadas em três Paralimpíadas. A Fabiana é uma pessoa muito divertida e respondeu todas as perguntas da galerinha,
principalmente sobre o fato de ser cega. Veja o que rolou neste encontro.


A criançada do Curumim estava muito ansiosa com esta visita. Nos encontros anteriores os educadores conversaram com as turmas sobre quem era esta convidada e sobre
o fato de ela não enxergar. Durante as conversas, todos compreenderam que uma pessoa sem a visão percebe o ambiente por meio de outros sentidos (que acabam se desenvolvendo
muito mais, como audição e tato) e que a colaboração de todos era essencial para que o encontro fosse legal. As crianças ficaram preocupadas em como a Fabiana saberia
quem estava perguntando, ou de como ela chegaria no SESC, além é claro: COMO ELA CONSEGUIA NADAR, mas essas perguntas ficaram guardadas para o dia do encontro.
Ao chegar no Foyer do teatro, Fabiana começou sua conversa dando algumas dicas de como as crianças podiam auxiliar uma pessoa cega.

1º Cegos não são surdos então não é necessário gritar para falar com eles.
2º Quando chegar ou sair de perto de alguém sem visão, toque levemente seu ombro para que a pessoa saiba o que está acontecendo.
3º Quando for guiar alguém, é importante que esta pessoa fique atrás de você, nunca na sua frente. Pessoas cegas colocam as mãos nos ombros, no cotovelo ou seguram
nas mãos de seus guias.
4º Se você estiver em um ponto de ônibus e uma pessoa cega te pedir ajuda para pegar o ônibus certo, não esquecer de avisar caso for embora antes. A pessoa cega
pode ficar lá, esperando você avisá-la por muito tempo.
A Fabiana tem uma bengala que tem rodinhas na ponta, e com ela consegue se locomover desviando de possíveis obstáculos.
Antes de começarem as perguntas, ela contou um pouquinho sobre sua vida.


Ela nasceu prematura, ou seja, ficou menos tempo na barriga da mãe dela, apenas seis meses e meio. Como nasceu muito pequenininha, ficou em uma incubadora (um bercinho
para bebês prematuros) e sua retina não desenvolveu da maneira que deveria. Com o olho direito não enxerga nada e com o olho esquerdo, consegue perceber se está
claro ou escuro.
Começou a nadar muito pequena, com apenas três anos e meio. Os pais colocaram todos os 4 filhos na natação porque uma vez eles fizeram uma visita a um sítio que
tinha um rio. Sua irmã foi andando pela plataforma que havia sobre o rio e caiu na água, como não sabia nadar quase se afogou e um tio teve que pular para salvá-la.
A mãe não queria que isso acontecesse de novo e colocou todos os filhos na natação.
Na escola aprendeu a ler e escrever pelo método braile. No começo usava uma plaquinha de metal com a qual fazia os pontinhos do braile, mas os pais puderam comprar
uma máquina para ela, e tudo ficou mais fácil. Os colegas de sua sala sempre queriam ditar o que estava na lousa e ela precisou fazer uma lista, assim, cada dia
era um que ajudava. Para brincar, até mesmo de futebol, os amigos seguravam sua mão e ela participava de tudo. Quando a bola era passada para ela, colocavam a bola
no seu pé e diziam que podia chutar. A ajuda dos colegas fez com que crescesse de maneira saudável.
Aprendeu também a escrever com letra de forma, pois os pais faziam as letras com barbante e ela podia tocar. Com isso aprendeu os formatos das letras, entretanto,
disse que sua letra é muito feia. Além das letras, os pais faziam casinhas, bolas e outras coisas, então ela sabe como são por causa destes desenhos feitos pelos
pais.
Além de nadar, quando pequena fez dança rítmica, tocou flauta e piano. Brincava muito com seus irmãos e andava muito de bicicleta, coisa que gosta muito até hoje.
Tem um irmão mais novo que cresceu sabendo que ela era cega, então para ele era super normal e a levava para tudo quanto é lugar e ela participava de todas as suas
brincadeiras.
Começou a competir com 12 anos e em 1996, com 15 anos participou da sua primeira Paralimpíadas, em Atlanta. Sua prova é a de 50 metros nado livre. Foi um susto,
pois a chamaram faltando apenas um mês para a competição.
Contou que durante a prova, estava em terceiro lugar mas enroscou o dedo na raia e caiu para sexta posição. Nas Paralimpíada seguintes nada deu errado e ela ganhou
medalha de ouro em Sidney (2000) e Atenas (2004), quando bateu o recorde mundial de sua prova. Em Pequim (2008), ficou com a medalha de bronze.
Ela mostrou a medalha de ouro conquistada em 2004. As crianças ficaram entusiasmadas de verem uma medalha olímpica tão pertinho.
Além da medalha, ela mostrou o objeto utilizado para avisar os nadadores de que estão prestes a chegar no fim da piscina, o Taper. Parece uma vara de pescar com
uma bolinha de tênis na ponta. Os treinadores combinam com os atletas de que quando tocá-los com o Taper, eles já sabem que estão prestes a fazer a virada para
continuar a nadar ou encerrar a prova. Se isso não for bem treinado e combinado, os nadadores podem se machucar, batendo as mãos ou a cabeça.

Disse que não sabe como as pessoas sem braços ou pernas conseguem nadar, porque apesar de cada um ter sua dificuldade, sempre achamos a deficiência do outro mais
complicada que a nossa.

Depois de tudo isso, começaram as perguntas.
Leonardo: Dizem que quando você pratica esporte desde criança você vai crescer bastante. Você nada desde pequena e ficou baixinha, por que?
Fabiana: É verdade, eu fiquei baixinha. Mas quando você faz esporte desde criança, você cresce mais saudável e aprende a ter disciplina.

Cayari: Como você vê horas?
Fabiana: Tem dois tipos de relógio. Tem um que é em braile e você abre ele e coloca os dedos para saber a hora. Este meu fala as horas para mim, mas este fala em
japonês. Eu tive que aprender as horas em japonês para entender.
Ela mostrou paras as crianças e eles ficaram impressionados.

Nicolas: O som das letras em braile é igual as nossas letras?
Fabiana: Sim, é igual. Nós brincamos que os olhos do cego são o tato e a audição.

Gabriela (Papo Geral): Você já sofreu algum tipo de discriminação por ser cega?
Fabiana: Não que eu me lembre, só seaconteceu alguma coisa quando eu era criança.

Alexandre: Como você usa o computador?
Fabiana: Eu uso um programa chamado NVBA que lê tudo o que está escrito na tela para mim. Uso o teclado normal, pois decorei as teclas. Não sei se vocês perceberam,
mas tem marquinhas nas teclas F e J. Isso me ajuda saber onde estão as outras. Não uso o mouse, mas aprendi os atalhos no teclado.

Karina: Como você aprendeu a nadar? Normalmente as pessoas olham para alguém realizando o movimento e o copiam, como você fez para aprender os movimentos da natação?
Fabiana: Para ensinar o cego tem duas maneiras: ou você toca a pessoa enquanto ela faz o movimento ou a pessoa segura em você e realiza o movimento. Foi assim que
eu aprendi a nadar.

Estevam (Papo Geral): Como você identifica o dinheiro?
Fabiana: Hoje as notas novas estão com tamanhos diferentes, então fica um pouco mais fácil. Mas, normalmente eu peço para alguém de confiança arrumar as notas para
mim, sempre do menor para o maior valor. Então as coloco na carteira deste modo.
Nós precisamos confiar nas pessoas, em relação a dinheiro ou a preço. Não é sempre que saímos com alguém ao nosso lado.

Júlia Santana: Como você saca dinheiro?
Fabiana: Normalmente eu vou direto no caixa, pois nas máquinas fica complicado, pois pode ter alguém por perto e eu não perceber.

Luan: No supermercado, como você compra os produtos?
Fabiana: Normalmente vou com alguém ao supermercado, mas hoje as embalagens já estão escritas em braile. Na minha casa deixo tudo organizado, de modo que saiba
onde as coisas estão. Meu guarda roupa está todo organizado pelas cores. Alguém me disse e eu deixo tudo separado. Se mudar de lugar, é um problema.

Rosi: Como você sabe das cores?
Fabiana: Isso é muito difícil. Como nunca enxerguei só sei o que as pessoas me disseram. Para combinar as roupas, sei que o preto combina com tudo e que o marrom
não. As pessoas dizem que fico bem de rosa, então procuro usar mais.

Luis Henrique: Já pensou em desistir da natação por conta da sua deficiência?
Fabiana: Por ser cega não, mas por conta dos treinos e das dificuldades do dia a dia sim. Eu treinava todos os dias das 8 da manhã até às 11h30min, mais uma hora
e meia de musculação. Quando chegava perto das competições, treinava a tarde também. Isso sem contar os dias de chuva e frio.

Myung: Com o que você sonha à noite?
Fabiana: Sonho com as coisas que faço no dia a dia, ouço conversas e sinto toques.

Lucelina: Como você percebeu este espaço que estamos agora?
Fabiana: É difícil saber exatamente como é o espaço, mas sei que tem muitas crianças e que é um espaço fechado, com paredes.

Karina: Como foi participar de tantas Olimpíadas? Você teve patrocínio?
Fabiana: Participar de uma Paralimpíada é algo sem explicação. A competição só começava quando eu entrava no estádio. Quem vê na televisão não tem idéia. Quando
você percebe aquele monte de gente, você pensa na sua trajetória, em tudo o que você deixou de fazer. Até Sidney não tinha patrocínio, meu pai que me ajudava. Depois
consegui alguns patrocinadores. Mas hoje em dia as empresas têm investido mais nos atletas paralímpicos.

Rafaela: Como você não bate em outros nadadores?
Fabiana: Cada um nada na sua raia, são 8 competidores por vez, se você passar para outra raia está desclassificado.

Matheus: Acontece acidentes?
Fabiana: Se o Taper não avisar você pode se machucar, quebrar o dedo ou bater a cabeça. Para se localizar, eu nadava bem perto da raia e por isso meus dedos viviam
cortados.

Mikaela: Você tem vontade de ver alguma coisa?
Fabiana: Como eu nasci assim, eu me adaptei bem. Eu sinto falta de poder dirigir.

Gabriel Carvalho: Por que você não está nestas Paralimpíadas?
Fabiana: Depois de Pequim eu parei de nadar. Como atleta eu conquistei todos os títulos que eu queria, o brasileiro, mundial, panamericano, olimpíadas e recorde.

Marcela: Como você veio?
Fabiana: Eu fiquei assistindo os Jogos e por isso não vim de ônibus, meu pai me trouxe.

Glauco: Quantos anos sua irmã tinha quando quase se afogou?
Fabiana: Cinco anos.

Agnaldo: Seu irmão foi seu treinador? Como você vê? Preto ou branco?
Fabiana: Meu irmão foi meu treinador depois de 2005 e eu nunca vi cor, eu percebo se está claro ou escuro.

Bruno: Quantas medalhas de ouro você tem?
Fabiana: Muitas, umas 30 ou 40.

Rafaela: Como você anda de ônibus?
Fabiana: Quando é um caminho que você faz sempre, você acaba se acostumando. Decora uma lombada, uma subida ou alguma referência. Quando não tem segurança de onde
é direito, pede ajuda ao motorista e ao cobrador.

Ana Elisa: Você mora sozinha?
Fabiana: Não, ainda moro com meus pais.

Marcela: Você tem namorado?
Fabiana: Já namorei, mas hoje estou sem namorado.

Rodrigo Picollo: Você já pensou em competir outro esporte?
Fabiana: Não, mas gosto de andar de bicicleta.

E foi assim a visita desta atleta super importante para a história do Esporte Paralímpico brasileiro. As crianças ficaram impressionadas coma quantidade de coisas
que uma pessoa cega pode fazer e perceberam que as dificuldades não devem limitar você de tentar fazer as coisas.

Fonte:
Blog do Programa Curumim do SESC Campinas

Foi muito bacana estar com vocês.
Agradeço a equipe do Curumim por esta oportunidade.

Visita da Fabiana Sugimori

TERÇA-FEIRA, 11 DE SETEMBRO DE 2012
Visita da Fabiana Sugimori
Neste mês o Curumim recebeu uma visita muito bacana, Fabiana Sugimori. Ela foi atleta de natação durante muitos anos e coleciona uma quantidade enorme de medalhas,
dentre elas duas de ouro e uma de bronze conquistadas em três Paralimpíadas. A Fabiana é uma pessoa muito divertida e respondeu todas as perguntas da galerinha,
principalmente sobre o fato de ser cega. Veja o que rolou neste encontro.


A criançada do Curumim estava muito ansiosa com esta visita. Nos encontros anteriores os educadores conversaram com as turmas sobre quem era esta convidada e sobre
o fato de ela não enxergar. Durante as conversas, todos compreenderam que uma pessoa sem a visão percebe o ambiente por meio de outros sentidos (que acabam se desenvolvendo
muito mais, como audição e tato) e que a colaboração de todos era essencial para que o encontro fosse legal. As crianças ficaram preocupadas em como a Fabiana saberia
quem estava perguntando, ou de como ela chegaria no SESC, além é claro: COMO ELA CONSEGUIA NADAR, mas essas perguntas ficaram guardadas para o dia do encontro.
Ao chegar no Foyer do teatro, Fabiana começou sua conversa dando algumas dicas de como as crianças podiam auxiliar uma pessoa cega.

1º Cegos não são surdos então não é necessário gritar para falar com eles.
2º Quando chegar ou sair de perto de alguém sem visão, toque levemente seu ombro para que a pessoa saiba o que está acontecendo.
3º Quando for guiar alguém, é importante que esta pessoa fique atrás de você, nunca na sua frente. Pessoas cegas colocam as mãos nos ombros, no cotovelo ou seguram
nas mãos de seus guias.
4º Se você estiver em um ponto de ônibus e uma pessoa cega te pedir ajuda para pegar o ônibus certo, não esquecer de avisar caso for embora antes. A pessoa cega
pode ficar lá, esperando você avisá-la por muito tempo.
A Fabiana tem uma bengala que tem rodinhas na ponta, e com ela consegue se locomover desviando de possíveis obstáculos.
Antes de começarem as perguntas, ela contou um pouquinho sobre sua vida.


Ela nasceu prematura, ou seja, ficou menos tempo na barriga da mãe dela, apenas seis meses e meio. Como nasceu muito pequenininha, ficou em uma incubadora (um bercinho
para bebês prematuros) e sua retina não desenvolveu da maneira que deveria. Com o olho direito não enxerga nada e com o olho esquerdo, consegue perceber se está
claro ou escuro.
Começou a nadar muito pequena, com apenas três anos e meio. Os pais colocaram todos os 4 filhos na natação porque uma vez eles fizeram uma visita a um sítio que
tinha um rio. Sua irmã foi andando pela plataforma que havia sobre o rio e caiu na água, como não sabia nadar quase se afogou e um tio teve que pular para salvá-la.
A mãe não queria que isso acontecesse de novo e colocou todos os filhos na natação.
Na escola aprendeu a ler e escrever pelo método braile. No começo usava uma plaquinha de metal com a qual fazia os pontinhos do braile, mas os pais puderam comprar
uma máquina para ela, e tudo ficou mais fácil. Os colegas de sua sala sempre queriam ditar o que estava na lousa e ela precisou fazer uma lista, assim, cada dia
era um que ajudava. Para brincar, até mesmo de futebol, os amigos seguravam sua mão e ela participava de tudo. Quando a bola era passada para ela, colocavam a bola
no seu pé e diziam que podia chutar. A ajuda dos colegas fez com que crescesse de maneira saudável.
Aprendeu também a escrever com letra de forma, pois os pais faziam as letras com barbante e ela podia tocar. Com isso aprendeu os formatos das letras, entretanto,
disse que sua letra é muito feia. Além das letras, os pais faziam casinhas, bolas e outras coisas, então ela sabe como são por causa destes desenhos feitos pelos
pais.
Além de nadar, quando pequena fez dança rítmica, tocou flauta e piano. Brincava muito com seus irmãos e andava muito de bicicleta, coisa que gosta muito até hoje.
Tem um irmão mais novo que cresceu sabendo que ela era cega, então para ele era super normal e a levava para tudo quanto é lugar e ela participava de todas as suas
brincadeiras.
Começou a competir com 12 anos e em 1996, com 15 anos participou da sua primeira Paralimpíadas, em Atlanta. Sua prova é a de 50 metros nado livre. Foi um susto,
pois a chamaram faltando apenas um mês para a competição.
Contou que durante a prova, estava em terceiro lugar mas enroscou o dedo na raia e caiu para sexta posição. Nas Paralimpíada seguintes nada deu errado e ela ganhou
medalha de ouro em Sidney (2000) e Atenas (2004), quando bateu o recorde mundial de sua prova. Em Pequim (2008), ficou com a medalha de bronze.
Ela mostrou a medalha de ouro conquistada em 2004. As crianças ficaram entusiasmadas de verem uma medalha olímpica tão pertinho.
Além da medalha, ela mostrou o objeto utilizado para avisar os nadadores de que estão prestes a chegar no fim da piscina, o Taper. Parece uma vara de pescar com
uma bolinha de tênis na ponta. Os treinadores combinam com os atletas de que quando tocá-los com o Taper, eles já sabem que estão prestes a fazer a virada para
continuar a nadar ou encerrar a prova. Se isso não for bem treinado e combinado, os nadadores podem se machucar, batendo as mãos ou a cabeça.

Disse que não sabe como as pessoas sem braços ou pernas conseguem nadar, porque apesar de cada um ter sua dificuldade, sempre achamos a deficiência do outro mais
complicada que a nossa.

Depois de tudo isso, começaram as perguntas.
Leonardo: Dizem que quando você pratica esporte desde criança você vai crescer bastante. Você nada desde pequena e ficou baixinha, por que?
Fabiana: É verdade, eu fiquei baixinha. Mas quando você faz esporte desde criança, você cresce mais saudável e aprende a ter disciplina.

Cayari: Como você vê horas?
Fabiana: Tem dois tipos de relógio. Tem um que é em braile e você abre ele e coloca os dedos para saber a hora. Este meu fala as horas para mim, mas este fala em
japonês. Eu tive que aprender as horas em japonês para entender.
Ela mostrou paras as crianças e eles ficaram impressionados.

Nicolas: O som das letras em braile é igual as nossas letras?
Fabiana: Sim, é igual. Nós brincamos que os olhos do cego são o tato e a audição.

Gabriela (Papo Geral): Você já sofreu algum tipo de discriminação por ser cega?
Fabiana: Não que eu me lembre, só seaconteceu alguma coisa quando eu era criança.

Alexandre: Como você usa o computador?
Fabiana: Eu uso um programa chamado NVBA que lê tudo o que está escrito na tela para mim. Uso o teclado normal, pois decorei as teclas. Não sei se vocês perceberam,
mas tem marquinhas nas teclas F e J. Isso me ajuda saber onde estão as outras. Não uso o mouse, mas aprendi os atalhos no teclado.

Karina: Como você aprendeu a nadar? Normalmente as pessoas olham para alguém realizando o movimento e o copiam, como você fez para aprender os movimentos da natação?
Fabiana: Para ensinar o cego tem duas maneiras: ou você toca a pessoa enquanto ela faz o movimento ou a pessoa segura em você e realiza o movimento. Foi assim que
eu aprendi a nadar.

Estevam (Papo Geral): Como você identifica o dinheiro?
Fabiana: Hoje as notas novas estão com tamanhos diferentes, então fica um pouco mais fácil. Mas, normalmente eu peço para alguém de confiança arrumar as notas para
mim, sempre do menor para o maior valor. Então as coloco na carteira deste modo.
Nós precisamos confiar nas pessoas, em relação a dinheiro ou a preço. Não é sempre que saímos com alguém ao nosso lado.

Júlia Santana: Como você saca dinheiro?
Fabiana: Normalmente eu vou direto no caixa, pois nas máquinas fica complicado, pois pode ter alguém por perto e eu não perceber.

Luan: No supermercado, como você compra os produtos?
Fabiana: Normalmente vou com alguém ao supermercado, mas hoje as embalagens já estão escritas em braile. Na minha casa deixo tudo organizado, de modo que saiba
onde as coisas estão. Meu guarda roupa está todo organizado pelas cores. Alguém me disse e eu deixo tudo separado. Se mudar de lugar, é um problema.

Rosi: Como você sabe das cores?
Fabiana: Isso é muito difícil. Como nunca enxerguei só sei o que as pessoas me disseram. Para combinar as roupas, sei que o preto combina com tudo e que o marrom
não. As pessoas dizem que fico bem de rosa, então procuro usar mais.

Luis Henrique: Já pensou em desistir da natação por conta da sua deficiência?
Fabiana: Por ser cega não, mas por conta dos treinos e das dificuldades do dia a dia sim. Eu treinava todos os dias das 8 da manhã até às 11h30min, mais uma hora
e meia de musculação. Quando chegava perto das competições, treinava a tarde também. Isso sem contar os dias de chuva e frio.

Myung: Com o que você sonha à noite?
Fabiana: Sonho com as coisas que faço no dia a dia, ouço conversas e sinto toques.

Lucelina: Como você percebeu este espaço que estamos agora?
Fabiana: É difícil saber exatamente como é o espaço, mas sei que tem muitas crianças e que é um espaço fechado, com paredes.

Karina: Como foi participar de tantas Olimpíadas? Você teve patrocínio?
Fabiana: Participar de uma Paralimpíada é algo sem explicação. A competição só começava quando eu entrava no estádio. Quem vê na televisão não tem idéia. Quando
você percebe aquele monte de gente, você pensa na sua trajetória, em tudo o que você deixou de fazer. Até Sidney não tinha patrocínio, meu pai que me ajudava. Depois
consegui alguns patrocinadores. Mas hoje em dia as empresas têm investido mais nos atletas paralímpicos.

Rafaela: Como você não bate em outros nadadores?
Fabiana: Cada um nada na sua raia, são 8 competidores por vez, se você passar para outra raia está desclassificado.

Matheus: Acontece acidentes?
Fabiana: Se o Taper não avisar você pode se machucar, quebrar o dedo ou bater a cabeça. Para se localizar, eu nadava bem perto da raia e por isso meus dedos viviam
cortados.

Mikaela: Você tem vontade de ver alguma coisa?
Fabiana: Como eu nasci assim, eu me adaptei bem. Eu sinto falta de poder dirigir.

Gabriel Carvalho: Por que você não está nestas Paralimpíadas?
Fabiana: Depois de Pequim eu parei de nadar. Como atleta eu conquistei todos os títulos que eu queria, o brasileiro, mundial, panamericano, olimpíadas e recorde.

Marcela: Como você veio?
Fabiana: Eu fiquei assistindo os Jogos e por isso não vim de ônibus, meu pai me trouxe.

Glauco: Quantos anos sua irmã tinha quando quase se afogou?
Fabiana: Cinco anos.

Agnaldo: Seu irmão foi seu treinador? Como você vê? Preto ou branco?
Fabiana: Meu irmão foi meu treinador depois de 2005 e eu nunca vi cor, eu percebo se está claro ou escuro.

Bruno: Quantas medalhas de ouro você tem?
Fabiana: Muitas, umas 30 ou 40.

Rafaela: Como você anda de ônibus?
Fabiana: Quando é um caminho que você faz sempre, você acaba se acostumando. Decora uma lombada, uma subida ou alguma referência. Quando não tem segurança de onde
é direito, pede ajuda ao motorista e ao cobrador.

Ana Elisa: Você mora sozinha?
Fabiana: Não, ainda moro com meus pais.

Marcela: Você tem namorado?
Fabiana: Já namorei, mas hoje estou sem namorado.

Rodrigo Picollo: Você já pensou em competir outro esporte?
Fabiana: Não, mas gosto de andar de bicicleta.

E foi assim a visita desta atleta super importante para a história do Esporte Paralímpico brasileiro. As crianças ficaram impressionadas coma quantidade de coisas
que uma pessoa cega pode fazer e perceberam que as dificuldades não devem limitar você de tentar fazer as coisas.

Fonte:
Blog do Programa Curumim do SESC Campinas

Foi muito bacana estar com vocês.
Agradeço a equipe do Curumim por esta oportunidade.